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14 de abril de 2007

Tu não sabes

Tu não sabes, como a minha água corre

salpicando de todas as cores, a minha

tenebrosa dor.

Dor de mim e de ti, meu pobre coração.

que nas fráguas da minha ilha

se encontra na mais inquietante espera.

Trinca-me boca pois não quero

Mais sofrer…

Tu não sabes do meu amor, por mais

Razões que dês à tua mente.

Motivos que te estão vedados

Pois ergui um muro à minha volta

E o que preciso Amor? Que o derrubes

Com o teu jeito gentil e carinhoso.

Tu não sabes, mas adivinhas

A grandeza do meu amor

Mesmo quando rio e sem lágrimas

Nos olhos ,mas quanta dor...



4 de abril de 2007

Não preciso dizer da saudade


Não preciso dizer da saudade
Choro esta dor que tenho em mim
Acendo o crepúsculo na minha atmosfera

E grito em tons de um dó maior…
Todos os sentidos são projectos
Que construo na face do meu tormento.

Como um dar as mãos às chamas
Estrelas minhas que nos olhos
Vou sepultando ao longo da ilusão.

Não preciso ver a verdade…
Tenho-a no pedaço que falta
Meu silente e tempestivo coração.

Salto pelas montanhas, no eco
Que não me ouve, onde estás?
No meio da bruma que oculta

O silêncio, mais silêncio…
Na alma diluída sem resposta
Para o pranto doce da vida.

Não preciso dizer da saudade
Que brilha na eternidade de ti.

15 de março de 2007

Encontro (com o amor)


Encontrei-te… mas não sei …
Este sentir estranho da ausência de ti
Engulo a secura das tuas palavras doces
Passas na minha vida com as asas
do firmamento, a cair dentro
dos meus passos… não sei …
eu sigo-te levemente em saudades
de um sorriso teu, desconfio
a dúvida persiste … tenho medo!
Amo o teu jeito de dizer -
“ Minha princesa, amor?”
Encontrei-te … mas não sei
Se sabes a cor do meu amor
Que desenho nas tuas mãos
A cada minuto de um tempo
Que cada vez é mais nosso,
E não apenas meu… não sei…
Mesmo que não pinte
O que por fora vês…
Arrebato este amor para dentro,
do coração numa atitude
santificada de vibração…
Amo-te … e não sei …
Se encontrei o teu amor.



11 de março de 2007

Despedida


Estas lágrimas são flores
que desabrocham nos meus olhos
não são mágoas,mas amor...
Flores de tantas cores,
arco-iris de lembranças, de ti
Nunca a música foi só nossa
mas toca-me no coração...
Como concerto de vozes
a falarem baixinho,
já vem a Primavera.
Alegrar a alma, que posei
numa aliança de medo...
da despedida do meu amado.
Estas lágrimas são a música
que por ti canto,mistura
de odores que são hoje,
o meu segredo.