16 de setembro de 2008

Visão de mim



Sei, que um dia morrerei
Deste cansaço que um dia pedi
Neste sangue, horizonte sou
E vejo, a quimera adormecida, acabou…

Sei, que todos os elementos partem
Nas raízes profundas, a declinar
As letras que da minha mente emergem
Em toda a minha essência a declamar

O grito do meu silêncio, que volta
A ser constante... e enterro grilhões
Amotinados pela beleza de sensações
Pedaços que de mim andam à solta…

Pouso os olhos no meu sentir,
suicídio aparente do corpo
deixo o meu mundo fruir
nas fronteiras de um sopro…

Com ele das cinzas renascerão
Ideias e visões, será apenas uma lição
Tempo de respirar tocar e sentir,
Um dia sei, que vou resistir…

3 comentários:

Lyra disse...

Lamentavelmente não me tem sido possível visitar este blog com tanta assiduidade quanta ele merece e que eu gostaria.
Fica, no entanto, a promessa de um regresso em breve para uma leitura pormenorizada.

Até lá ficam os desejos de tudo de bom e um excelente fim de semana.
Beijinhos e até breve.

;O)

O Profeta disse...

Fascinante...! Fotos mágnificas...


Doce beijo

O Profeta disse...

Olhos brilhantes maré tardia
Cabelos rebeldes em desalinho
Pés descalços no, frio barro
Um berlinde atirado ao caminho

Um bando de alegres pardais
Ou um domador de tempestades
Apenas um pássaro charlatão
Dividindo o pão em metades


Vem mergulhar com os Capitães do Calhau


Mágico beijo